sexta-feira, 24 de junho de 2016

O INCRÍVEL ENCONTRO DAS ONZE GERAÇÕES.


A bíblia não mostra, talvez por descuido daqueles que a elaboraram, que todos os patriarcas pós-diluvianos da família de Abraão estavam incrivelmente “vivinhos da silva” quando este completou seus quarenta anos de vida. Precisei recorrer à morfologia para classificar o grau de parentesco de muitos deles em relação a Abraão. É cansativo, mas vale a pena conferir no que deu: Terá era seu pai, Naor era seu avô, Serugue era seu bisavô, Reú era seu trisavô, Pelegue era seu tetravô, Heber era seu pentavô, Selá era seu hexavô, Arfaxade era seu heptavô, Sem era seu octavô e Noé, seu eneavô. É absurdo, mas, de acordo com a bíblia, eles foram contemporâneos por, pelo menos, quarenta anos.

Só para dar um exemplo, de acordo com a bíblia, quando Noé morreu Abraão já estava com cerca de sessenta anos. É muito estranho o fato de estas duas pessoas tão importantes na narrativa bíblica nunca terem se encontrado ou, pelo menos, tentado se comunicar uma com a outra. Também não há nenhum registro de Abraão tomando conhecimento e lamentando a morte de Noé, a grande estrela da história do dilúvio, ocorrido havia pouco mais de trezentos anos.


Só para dar um exemplo, de acordo com a bíblia, quando Noé morreu Abraão já estava com cerca de sessenta anos. É muito estranho o fato de estas duas pessoas tão importantes na narrativa bíblica nunca terem se encontrado ou, pelo menos, tentado se comunicar uma com a outra. Também não há nenhum registro de Abraão tomando conhecimento e lamentando a morte de Noé, a grande estrela da história do dilúvio, ocorrido havia pouco mais de trezentos anos.


Causa estranheza também o fato de, depois do dilúvio, Noé ter mergulhado no mais completo anonimato, e nele permanecido, por trezentos e cinquenta anos, até a sua morte. Sequer um comentário há sobre Noé questionando existência da maldade entre os homens nas cidades de Babel e, posteriormente, em Sodoma, mesmo havendo tão pouco tempo desde que havia ocorrido o grande dilúvio, quando Deus o submetera a passar quase um ano de tortura, dentro de uma arca fétida, cheia de animais, com fezes e urina pra todo lado e infestada de insetos, justamente para acabar com a maldade entre os homens.


Até fico imaginando uma situação hipotética, embora biblicamente possível, em que Abraão decide reunir os seus ancestrais vivos para uma festa por ocasião do seu aniversário de quarenta anos, e descobre que, por incrível que pareça, todos eles, desde o seu pai até Noé, estão vivos. Se à época já existissem máquinas fotográficas, daria até para reunir todos na mesma foto. Mas talvez fosse necessária uma lente grande angular.


Pode até ser que haja um ou outro pastor, ou líder religioso, que tenha chegado à conclusão de que Abraão e Noé tenham sido contemporâneos por algum tempo. Quem quiser fazer prova disso, basta perguntar a algum padre, pastor, rabino ou qualquer cristão se Abraão poderia, algum dia da sua vida, ter se encontrado e cumprimentado Noé com um aperto de mão. O único empecilho, no caso, seria a distância, mas como no subconsciente da maioria dos religiosos já se implantou a ideia de que os dois personagens não viveram à mesma época, ele certamente te olhara com um olhar de superioridade de quem conhece a bíblia e responderá que o tempo seria o obstáculo.

Enfim, tudo isso pode até ser aceito por muitos como tendo sido fatos verídicos, mas para mim não passa de fantasia demais e sensatez de menos.

quarta-feira, 25 de maio de 2016

SE EU FOSSE DEUS

Há um conhecido provérbio que diz: “Prego que se destaca leva martelada”.

Eu poderia estar criticando qualquer outro deus, mas como o deus judaico-cristão (Javé ou Jeová, como queiram) -  que doravante chamarei simplesmente de “Deus”, pelo fato de ele assim ser mais conhecido - é o mais popular aqui no Brasil, nada mais lógico que ele seja também o mais criticado. Portanto, é só por este motivo que direciono a ele a maioria das minhas críticas.

Os seguidores de Deus costumam dizer que a desobediência dos primeiros humanos às suas instruções é a causa de todos os males que acometem a humanidade e, por tabela, os outros animais.

Apesar de Deus em alguns momentos, sempre que conveniente, assumir características particularmente humanas, como, se arrepender (Gênesis 6.6; Êxodo 32.14; I Samuel 165.35 e Amós 7.3), se esquecer de algo (Gênesis 30.22; Êxodo 6.5; Salmos 105.11; Salmos 105.42) e, como nós, precisar ver com os próprios olhos para acreditar em algo (Gênesis 11.15), a sua característica mais marcante é a de um ser extremamente sádico, que sente um prazer inexplicável com o cheiro da fumaça exalada pelo corpo de um animal sendo queimado e, pior, com o derramamento de sangue de homens em batalhas e animais executados em sacrifício.

Mas, será que os seus seguidores não se apercebem que se ele de fato existisse, se fosse realmente o criador do universo, se mantivesse tanto poder concentrado em suas mãos e fosse senhor absoluto de todas as suas vontades, o mundo obrigatoriamente deveria ser o que imaginamos ser um paraíso?

A título de exemplo, se eu fosse Deus, com os poderes a ele atribuídos, nada -nada mesmo - me impediria de fazer do mundo o paraíso com o qual a humanidade tanto sonha.

Se aceitássemos a ideia de que o universo tivesse sido criado como na bíblia está escrito, concluiríamos que os erros cometidos por Deus no suposto plano de criação do universo seriam muitos, e, além disso, determinantes nos fatores que contribuiriam para que o mundo fosse o que hoje é. A maioria deles, eu, se fosse Deus, jamais cometeria, pois saberia de antemão que desencadeariam eventos comprometeriam seriamente o projeto de tornar o mundo um paraíso.

Portanto, primeiramente, se eu fosse Deus, não criaria anjos, pois, sendo onipresente, eu não precisaria deles e, sendo onisciente, saberia que um deles se rebelaria, se tornaria o que chamamos de demônio, corromperia milhões de outros anjos e lideraria um motim no céu para tomar o meu lugar.

Se eu fosse Deus, não criaria um universo tão vasto, com imensas galáxias, pulsares, quasares e buracos negros, afastados entre si por distâncias imensuráveis, para colocar os seres humanos em uma “bolinha” quase imperceptível até mesmo se observada do planeta mais próximo.

Se eu fosse Deus, não criaria a Terra sujeita a tantos fatores os eventos, como, pragas, epidemias, secas, tempestades, vulcões, terremotos, tsunamis e furacões, que ameaçam a segurança dos seus habitantes.

Se eu fosse Deus, não criaria animais presas e predadores.
Se eu fosse Deus, não criaria o homem com sentimentos de inveja, orgulho, preconceito e tantos outros que nada acrescentam à espécie humana. Dispensaria a prática de sacrifícios e ofertas, pois elas certamente causariam a inveja de um irmão em relação a outro, por julgar que a oferta deste foi melhor que a sua.

Se eu fosse Deus, encheria o mundo apenas com pessoas boas, não permitiria que pessoas más viessem ao mundo para perturbar a paz.
Se eu fosse Deus, não colocaria uma árvore no planeta Terra para proibir e punir, com ameaça de morte e sofrimento eterno, os primeiros seres humanos que desobedecessem e comessem dos seus frutos, estendendo esta punição desproporcional a todos os seus descendentes.

Se eu fosse Deus, não autorizaria que uma nação invadisse outra para saquear e matar indiscriminadamente milhares de pessoas, poupando apenas as jovens virgens para serem estupradas e servirem de escravas sexuais.

Se eu fosse Deus, nunca permitiria que um filho perdesse seus pais e jamais imporia aos pais a dor de perder um filho.
Se eu fosse Deus, não ordenaria o espancamento de um filho desobediente e, tampouco, o seu apedrejamento até a morte, caso ele insistisse em desobedecer.

Se eu fosse Deus, jamais puniria o homem com um sofrimento eterno, por faltas transientes. Eu, sabendo das consequências das suas decisões, sentaria ao seu lado e orientaria a tomar mais certa.

Se eu fosse Deus, não me esconderia por trás de tantos mistérios, eu falaria diretamente com cada uma das minhas criaturas, evitando a exploração religiosa por parte de aproveitadores e charlatães que fazem da fé alheia fonte inesgotável de lucros, que impõem aos seus incautos seguidores uma vida de sacrifícios.

Se eu fosse Deus, não exigiria adoração - adoraria ser adorado ou, melhor, amado apenas por ser um deus, acima de tudo, humano.

Enfim, se eu fosse um deus criador do universo, sendo detentor de toda sabedoria e absoluto poder, o mínimo que poderia se esperar de mim é que este universo fosse perfeito.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

BAIXANDO O TOM DO LOUVOR

Outro dia, zapeando os canais de TV, me deparei com um programa de auditório que exibia a entrevista de uma cantora, muito conhecida no meio gospel (evangélico).

Os cantores evangélicos costumam alardear que suas vozes são o que chamam de instrumento de louvor, verdadeiros dons dados pelo seu deus, e, por isso, as utilizam exclusivamente para louvá-lo como forma de agradecimento.

Até aí tudo bem, nada a contestar - isso é uma questão de crença. Mas o que me causou estranheza foi o fato dela afirmar que havia sido acometida de um grave problema nas cordas vocais que lhe prejudicara bastante a capacidade de falar e, principalmente, de cantar - problema do qual ainda e ainda guardava sequelas. Confessou também que, com muito esforço, havia gravado um álbum, para o louvor do seu deus, com menos da metade da capacidade de sua voz.

Diante daquilo, fiquei me perguntando: Por que um deus prejudicaria a voz de alguém que a utiliza com o propósito de adorá-lo? Por que permitiria que uma adoração a ele fosse gravada com falha, “eternizada” em gravações de áudio que seriam produzidas em grande escala? Ou será que toda crença na sua existência não passa de uma mera ilusão coletiva?

Por fim, tudo que consigo inferir é que se Deus existe, não deve se agradar muito de tais louvores, caso contrário, sendo tão exigente como sugere a bíblia quando o mostra desprezando ofertas defeituosas, não faria por onde receber o pior, de alguém que professa lhe oferecer o melhor de si.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

MAIS VALE A CIÊNCIA NA TERRA QUE A FÉ NOS CÉUS.

Curandeiro mediúnico se interna em hospital de verdade.

O médium goiano João de Deus, de 73 anos, que ficou milionário fazendo operações espirituais, precisou ser internado no Hospital Sírio Libanês em São Paulo para operar de hérnia no estômago em setembro de 2015.

Mas, perguntamos, por que razão alguém que é conhecido por realizar complexas cirurgias (ditas) espirituais, recorreria à medicina secular, quando tem ao seu dispor outros médiuns que poderiam realizar a sua própria cirurgia?

Nós ateus já temos a nossa opinião formada a sobre isso, a total descrença, mas ficamos impressionados com o fato de as pessoas que o procuram em busca de tratamentos espirituais não levarem isso em consideração.

A realidade é a maior inimiga das crenças, e, embora não admita, todo religioso precisa abrir mão da sua fé encará-la.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Conheço um casal de (autodenominados) pastores, daquele tipo que não resiste ver uma garagem desocupada sem que não passe por sua cabeça a ideia de alugar o espaço, encher de cadeiras e abrir uma igreja, para arrancar o suado dinheiro dos incautos que, por acaso, sejam atraídos por promessas de curas.

Eles costumam reunir uma dúzia de outros crentes e organizar campanhas de arrecadação de dinheiro com o fim de comprar alimentos e distribuir entre moradores de rua e usuários de drogas, na região da cidade de São Paulo conhecida como Cracolândia.  Talvez eles pensem que, com este gesto, estejam passando à sociedade a imagem de um casal exemplar, que se preocupa com o próximo e, por tabela, ganhem pontos junto ao deus no qual acreditam. Como se aquele deus, que, segundo o livro de inspiração atribuída ele, costumava exigir dos seus fiéis ofertas de materiais preciosos e sacrifícios de derramamento de sangue, fosse se satisfazer com uma mísera distribuição de pãezinhos, recheados com uma finíssima fatia da mortadela, da mais barata encontrada no açougue, e um pequeno copo descartável com refresco de envelope, cujo conteúdo, indicado para produzir apenas um litro, fora diluído em quatro ou cinco litros de água.

Não precisamos nos esforçar muito para chegarmos à conclusão de que o impacto deste ato na vida de quem recebe o donativo é quase zero. Talvez este ato fizesse alguma diferença se fosse repetido todos os dias, mas, longe disso, era realizado uma ou, no máximo, duas vezes ao ano. No intervalo deste tempo, aqueles indivíduos, e suas necessidades, caiam no mais profundo esquecimento.

Mas, se já consideramos hipócrita a atitude de tentar beneficiar alguém com algo de tão insignificante importância, pior ainda é o comportamento do casal no seu dia a dia. Para começar, o seu relacionamento com a vizinhança não é dos melhores. Ela, a pastora, pela sua extravagância e “língua afiada”, acabou por promover intrigas e, por isso, cortou relações com quase toda vizinhança. E ele, cuja ambição por dinheiro ultrapassa todos os limites do bom senso, é evitado ao máximo pelos vizinhos.


Mas, o ato que mais me causou ojeriza e relação a eles aconteceu quando, certa manhã, ao ouvir gritos na rua e me dirigir ao portão de casa para ver o que se passava, flagrei a hipocrisia do pastor mostrando a sua cara. Ele gritava enfurecido, enquanto expulsava e espalhava os pertences de um pobre morador de rua, que tivera a infeliz ideia de se instalar debaixo da marquise da sua igreja (melhor dizendo, da garagem transformada em uma). 


Ver aquele pobre andarilho, recolhendo as suas poucas coisas, humilhado, sem dizer uma só palavra, diante dos olhos faiscantes e insensíveis do pastor – que, vale salientar, possui imóveis distribuídos por quase todo o quarteirão - me fez ver o quão hipócritas podem ser aqueles religiosos que não dão a mínima importância para o que alguns personagens (Jesus Cristo, Buda e São Francisco de Assis, por exemplo), considerados guias religiosos, incentivam fazer – abrir mão de riquezas e ser complacente com os necessitados.


Com este comportamento controverso, a única lição que este casal de pastores nos dá é que o seu ato de distribuir pãozinho e suco contribui muito pouco para o bem-estar de alguns, mas a sua hipocrisia contribui, e muito, para o mal-estar de muitos.


sábado, 8 de agosto de 2015

EM POUCAS PALAVRAS

Certo dia, resolvi rever os meus conceitos e economizar nas palavras.
Veja no que deu:

Trabalhei muito e, graças a Deus, consegui tudo que tenho.

Durmo tranquilo, pois, com a graça de Deus, amanhã será um novo dia.

Acredito que quem planta, confiando em Deus, colhe.

Vivo em paz, graças a Deus.

Te aconselho a fazer o mesmo, dê o primeiro passo e, com a a ajuda de Deus, você também chegará lá!

quarta-feira, 15 de julho de 2015

SOLIDEZ DA REALIDADE E A FLUIDEZ DA FÉ

Quando nós, ateus, observamos friamente o modo de viver daqueles dos religiosos que têm a bíblia como sua base de fé, chegamos à conclusão que seus pensamentos oscilam entre a realidade e a fantasia.

Diante da impossibilidade de negarem um fato concreto, eles criaram uma forma de encará-los com mais facilidade, sem, no entanto, mudarem a natureza deste fato, ou seja, o fato é real, mas eles o encaram como se não fosse. Isso os faz se senti mais confortáveis, pois, apesar dos pesares, conseguem digerir com certa facilidade a dura realidade da sua existência.

Só para entendermos melhor como isso funciona, vejamos algumas situações em que, por exemplo, um cristão vale-se da fé para encarar um fato real.

Pela fé, o cristão acredita que Jesus é o pão da vida (João 6:48), e que o seu deus não deixa que nada lhe falte (Salmos 23.1). Mas, para que não lhe falte alimento, ele vai constantemente à padaria e ao mercado.

Pela fé, o cristão acredita que Jesus é a luz do mundo (João 8:12). Mas, temendo ficar sem luz, ele paga todos os meses a conta de energia elétrica.

Pela fé, o cristão acredita que Jesus é uma fonte de água (João 8:12), e que o seu deus pode fazer jorrar água de uma pedra (Isaías 48:21; Salmos 114:8; Números 20:8). Mas, para que seu fornecimento de água não seja cortado, ele paga todos os meses a conta d’água.

Pela fé, o cristão também acredita que Jesus é um advogado (João 1:2) e finge acreditar na justiça do seu deus (Mateus 6:33).

Mas, burla o mandamento do ano da remissão (Deuteronômio 15:1,2), e recorre à justiça dos homens, quando alguém lhe deve algo.

Pela fé, o cristão acredita que pode fazer qualquer coisa, até mesmo “coisas impossíveis de serem feitas” (Filipenses 4:13). Mas usa pontes, ao invés de caminhar sobre as águas; sobe e desce morros, ao invés de tirá-los do caminho.

Pela fé, o cristão acredita que pode curar doenças (Lucas 9:1, Mateus 10:1). Mas não hesita em procurar ajuda médica, quando sente um problema de saúde.

Pela fé, o cristão acredita que pode fazer todos os milagres que Jesus teria feito, inclusive, ressuscitar mortos (João 14:12). Mas, infelizmente, dá de cara com a dura realidade diante da perda de um ente querido, e, impotente, não ousa sequer recorrer ao poder que supõe ter. Então, assim como os ateus, dobra-se diante da realidade, e tudo que lhe resta é aceitar o fato e lamentar.

Por fim, a mente humana tem a capacidade de galgar distâncias inimagináveis. Alguns valem-se desta peculiar capacidade para estudar a realidade do mundo à sua volta, enquanto outros, a usam para fugir desta realidade.

A menos que tiremos os obstáculos do caminho, eles permanecerão lá.

sábado, 11 de julho de 2015

FORÇANDO A BARRA.

No mundo antigo e medieval, onde o acesso ao conhecimento era privilégio de poucos, tudo o que os autores bíblicos ensinavam sobre a vida humana e o mundo que nos cerca era considerado literalmente correto.Mas, com o avanço da Ciência Moderna - a qual, por mérito, substituiu a religião como autoridade máxima do ensino - os teólogos e líderes cristãos, estrategicamente, mudaram seus discursos e passaram a afirmar que os textos bíblicos que discordam da Ciência são metáforas, enquanto os que concordam com ela permanecem literais.Se este é o caminho de defesa escolhido pela igreja, então o seu fim é iminente, e sem dúvida será trágico. Pois, neste caso, falta pouco para que a bíblia inteira se torne uma metáfora, e a religião cristã entre para o roll da mitologia universal, tomando o seu verdadeiro lugar ao lado das mitologias grega, suméria e egípcia nos livros de ensino público regular.Em vista disso, sábio é aquele religioso que tem humildade para reconhecer que a bíblia não é - e jamais poderia ser - um livro de cunho científico a fim de defender a sua fé.

Texto extraído e adaptado de www.deuscienciaereligiao.com
Ilustração: Milson

quinta-feira, 9 de julho de 2015

A EFICIÊNCIA DA AÇÃO.

Se você contrair uma gripe e orar, ela sara. E se você não orar, ela também vai sarar.

Se você procura por algo e orar, talvez encontre. E se não orar, talvez também encontre.

Por mais escura e difícil que seja uma noite, se você orar, um novo dia amanhece. E se não orar, ele também vai amanhecer.

Porém, se alguém estiver escorregando, à beira de um precipício, por maior que seja a sua fé, não tente juntar as mãos para orar, pois o resultado certamente será trágico, se você não estendê-las para ajudar.

sábado, 27 de junho de 2015

A BÍBLIA - CORRENDO ATRÁS DA CIÊNCIA.

Não é de hoje que a igreja tenta passar para seus seguidores a ideia de que a Ciência e a bíblia andam na mais perfeita harmonia. Aliás, mais do que isso, tenta convencê-los de que a Ciência apenas comprova fatos previamente descritos na bíblia.

Para isso, utiliza-se das mais variadas estratégias. Uma delas, geralmente a mais usada, é trocar algumas palavras de um texto, para, com a mudança de significados, ajustar as narrativas bíblicas às novas descobertas da Ciência.

Assim, à medida que o conhecimento humano vai avançando, a igreja vai correndo atrás, tentando, de todas as maneiras, alinhar a bíblia com as novas descobertas da ciência.

Um exemplo conhecido é relacionado à forma da Terra. Enquanto a humanidade não fazia a menor ideia de que habitava um planeta, e tentava entender a estrutura do espaço onde vivia, apelando para a fantasia, por exemplo, supondo que habitava algo sustentado por colunas, a bíblia apoiava isso.

Se a Ciência não tivesse avançado na área da astronomia e, até hoje, acreditássemos na hipótese da Terra ser sustentada por colunas, certamente os líderes religiosos citariam, cheios de orgulho, os versos de Jó 9.6 e 38.4-6.

O que sacode a terra do seu lugar, e as suas colunas estremecem.” Jó 9:6.

"Onde você estava quando lancei os alicerces da terra? Responda-me, se é que você sabe tanto. Quem marcou os limites das suas dimensões? Vai ver que você sabe! E quem estendeu sobre ela a linha de medir? E as suas bases, sobre o que foram postas? E quem colocou sua primeira pedra...?” Jó 38:4-6.

Mas se tivéssemos avançado apenas um pouquinho mais em conhecimento, e julgássemos que a terra fosse um cubo, os religiosos não ficariam para trás, afirmariam que os textos de Jó 9.6 e 38.9-6 são meras alegorias e, neste caso, o discurso seria outro - evidenciariam as palavras de Ezequiel 7.2, Isaías 11.12 e Apocalipse 7.1 – talvez dando uma explicaçãozinha por fora, dizendo que cada face do cubo possui quatro cantos - algo que eles fazem muito bem.

E tu, ó filho do homem, assim diz o Senhor DEUS acerca da terra de Israel: Vem o fim, o fim vem sobre os quatro cantos da terra.” Ezequiel 7.2

Ele erguerá uma bandeira para as nações a fim de reunir os exilados de Israel; ajuntará o povo disperso de Judá desde os quatro cantos da terra.” Isaías 11:12

E depois destas coisas vi quatro anjos que estavam sobre os quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma.” Apocalipse 7.1.

Entretanto, Como a Ciência moderna prova, sem sombra de dúvidas, que o nosso planeta tem a forma arredondada, os religiosos, evidentemente, tiram o foco dos versos patéticos citados anteriormente, e citam, com alguns arranjos gramaticais, os versos de, por exemplo, Isaías 40.22.

 “É ele o que está sentado sobre a redondeza da terra, cujos habitantes são como gafanhotos; é ele o que estende os céus como uma cortina, e os desenrola como uma tenda para neles habitar.” Isaías 40:22.

Quando eu disse que os textos são citados com alguns arranjos gramaticais, não o fiz por acaso. Sabemos que a bíblia é regularmente revisada e atualizada, e, nestas atualizações alguns ajustes são fetos, por exemplo, a palavra “redondeza” utilizada na versão da Sociedade Bíblia Britânica em português, foi estrategicamente colocada para passar a ideia de que a bíblia já dizia que a Terra era arredondada - pois a forma arredondada da Terra, à época da tradução (1819) já estava mais do que provada. A palavra “redondeza” parece ter sido escolhida a dedo para substituir as palavras “círculo” e “disco”, que em nada lembram uma esfera.

Muitos defensores da bíblia alegam que as palavras utilizadas no idioma original do texto para “círculo” e “disco” também significava esfera – mas, evidentemente, isso é questionado.

Para se tirar todas as dúvidas que pairam sobre a palavra original do texto e, consequentemente, conhecer o seu significado, seria necessária uma análise dos textos originais, porém, infelizmente, eles não existem – o que existe são cópias de cópias.

Mas para chegarmos à conclusão de que a palavra equivalente a círculo, disco ou redondeza, utilizada na bíblia, não se referia à forma da Terra, basta analisarmos o texto com um pouco mais de atenção, utilizando versões diferentes.

Comecemos pela versão Almeida Corrigida Revisada Fiel - “Ele [Deus] é o que está assentado sobre o círculo da terra, cujos moradores são para ele como gafanhotos; é ele o que estende os céus como cortina, e os desenrola como tenda, para neles habitar.” Isaías 40:22

Nesta versão, a ideia passada é de um círculo plano, sobre o qual moram os homens, e Deus acomoda-se sobre este círculo, utilizando o céu (como uma lona de circo ou de uma tenda) para se cobrir.

Essa ideia toma forma quando analisamos a versão Católica – “Aquele que domina acima do disco terrestre, cujos habitantes vê como se fossem gafanhotos, aquele que estende os céus como um véu de gaze, e como tenda os desdobra para aí se abrigar,” Isaías 40:22

Ao observarmos bem, percebemos que a palavra “acima” já não mostra Deus assentado diretamente sobre o círculo, mas flutuando, muito afastado dele. E, lá do alto, porém abaixo do céu, Deus observa os homens em uma terra plana, como se fossem gafanhotos.

Agora vejamos a tradução Nova Versão Internacional. – “Ele se assenta no seu trono, acima da cúpula da terra, cujos habitantes são pequenos como gafanhotos. Ele estende os céus como um forro, e os arma como uma tenda para neles habitar.”  Isaías 40:22

Esta é a versão que traduz com mais fidelidade os textos supostamente originais. Veja que nela, Deus não está assentado sobre a Terra, mas sim em um trono lá no alto, observando os homens, bem abaixo dele.

Podemos fazer uma alegoria com a ideia que este texto passa. Seria a de uma grande catedral, cujo teto contém uma grande cúpula (ou abóbada), onde, lá do alto, quase encostado à cúpula, Deus observa as pessoas abaixo, na nave da catedral.

Portanto, derrubando a tese de que Isaías 40.22 mostra o planeta terra como tendo a forma arredondada desmorona, pois vemos claramente que, se o texto se refere a alguma coisa circular, discoide ou esférica, certamente está se referindo à cúpula (os céus), e não ao que está abaixo dela (a Terra).

Outra tentativa desesperada de ligar a Ciência à bíblia tem relação com as partículas subatômicas. Até meados do século XIX, a Ciência não dispunha de métodos para detectar partículas menores que um átomo – que, até então, era considerado a menor partícula de um elemento químico.

Pois bem, a partir do final do século XIX, depois da descoberta dos elétrons, que são muito menores que o átomo, outras partículas foram sendo descobertas pela Ciência. Para não deixar a bíblia defasada em relação à Ciência, alguns [ditos] teólogos trataram de procurar desesperadamente algum texto que (mesmo confuso) causasse a impressão de que a bíblia já fazia alusão às partículas subatômicas havia muito tempo - antes mesmo de o homem tomar conhecimento da existência do átomo. E o único texto que encontraram foi Hebreus 11.3 – “Pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus, de modo que o que se vê não foi feito do que é visível.”  Mas será mesmo que este texto se refere às partículas subatômicas? Vamos analisar?

Primeiramente, vamos trocar a ordem dos seus termos – isso não altera o sentido do texto.

De modo que o que se vê não foi feito do que é visível, pela fé entendemos que o universo foi formado pela palavra de Deus.”

Pronto, feito isso, basta fazer uma pergunta. De acordo com o texto acima, através de que o universo foi formado? O próprio texto dá a resposta – pela palavra de Deus.

Concluindo, até o fim do século XIX todos os teólogos estavam convencidos e convenciam os seguidores da bíblia de que o universo havia sido formado pela palavra do seu deus – por uma ordem expressa dele. Com o advento de novas tecnologias, que possibilitaram a descoberta de mais e mais partículas subatômicas, o sentido do texto foi, conveniente e desonestamente, mudado.

Resta a quem acredita que a bíblia (com seus textos confusos) está em harmonia com a Ciência (que comprova as suas afirmações), se deixar, ou querer ser enganado.

quarta-feira, 10 de junho de 2015

UM PÉSSIMO CONSELHO BÍBLICO.


O fato de a bíblia ser considerada um livro que traz paz para a humanidade se dá pela supressão de textos que incitam a violência. Para que sua reputação não seja prejudicada, os líderes religiosos, estrategicamente, omitem estes textos de suas pregações e desestimulam a sua leitura. Até mesmo os tradutores utilizaram-se de palavras desconhecidas do grande público, a fim de dificultar a sua compreensão.

Um exemplo disso, e o texto de Deuteronômio 13:6-10, que, em linguagem simplificada, mostra Deus advertindo o seguinte:

"Se o seu irmão, seu filho, sua filha, sua esposa, seu esposo ou algum dos seus amigos te convidar a adorar qualquer outro deus além de mim, não aceite!
Mas não basta recusar o convite - você precisa matá-lo sem piedade! Você não pode deixá-lo fugir ou se esconder.
E, um detalhe, você precisa ser o primeiro a atacá-lo - depois deve deixar que outras pessoas terminem o serviço.
Ele deve ser apedrejado ate a morte, por ter tentado te convencer a deixar de me adorar."

Um leitor desatento, no afã de simplesmente ler a bíblia, não perceberá a gravidade deste texto. Mas são textos como este que disseminam ódio, intolerância, terrorismo e assassinatos, com requintes de crueldade, por parte de extremistas religiosos.

Portanto, quando alguém lhe disser que a bíblia só traz bons conselhos, é bom "ficar com um pé atrás".

sábado, 6 de junho de 2015

A BÍBLIA E A MACABRA INVASÃO DE ZUMBIS.

Um dos relatos mais absurdos e bizarros da bíblia (que não são poucos) é narrado no capítulo 27 do livro de Mateus. Trata-se de um caso que, de tão macabro, deve causar inveja a qualquer roteirista de filmes de terror.

Acredito que pouquíssimos cristãos conheçam esta história. Pois os pastores, padres e afins procuram evitá-la em suas pregações - talvez para não gerar especulação e, consequentemente, expor a fé dos cristãos ao ridículo.

De acordo com o texto, no momento em que Jesus morreu, houve um tremor de terra e, com isso, algumas sepulturas se abriram. Então, um evento estranho aconteceu. Diz o texto que alguns corpos, que estavam sepultados na região, ganharam vida e invadiram a cidade de Jerusalém. O escritor do texto, talvez com a intenção de dar veracidade à sua narrativa, salienta que muitas pessoas viram estes mortos-vivos vagando pelas ruas da cidade.

O que causa estranheza é o fato de um evento tão extraordinário como este não ter sido documentado por ninguém das nações vizinhas de Israel. Nem mesmo por algum cidadão ou soldado de Roma, que dominava o país na época. Até porque, não é nada normal um monte de zumbis caminhando entre as "pessoas vivas".

Você já se imaginou acordando à noite e, ao olhar pela janela, se deparar com um zumbi?

Apesar de absurdas, todo crente que se preza tem que acreditar em histórias como esta. Mas o pior de tudo é que eles querem, a todo custo, que acreditemos também.

Referência: Mateus 27:50-53

NA REALIDADE O FOGO QUEIMA. VOCÊ DUVIDA?

No Paquistão, país muçulmano e extremamente intolerante em relação às demais crenças, um casal de cristãos foi atacado por uma multidão enfurecida de muçulmanos.

As vítimas (marido e mulher) foram acusadas de blasfêmia por terem, supostamente, profanado uma cópia do Corão, o livro sagrado dos muçulmanos.

Mesmo sem provas nem julgamento, ambos foram espancados e depois jogados vivos no forno de tijolos da olaria onde trabalhavam (A prática de jogar os inimigos em forno ardente é inspirada na bíblia - em II Samuel 12:31, a bíblia mostra que o rei Davi, além de outras atrocidades, costumava fazer isso).

Esse fato me trouxe à mente uma passagem da bíblia, do livro de Daniel, que discorre sobre três homens, Judeus, que foram jogados em uma fornalha em chamas por não se curvarem diante da estátua do rei. De acordo com o texto, a temperatura das chamas era tão alta que consumiu instantaneamente os guardas, encarregados de lançar os condenados à fornalha. Porém, como aqueles homens eram fiéis a Deus, as chamas não lhes causaram dano algum, sequer um fio dos seus cabelos fora queimado.

Esta história é de fato interessante, não acha? Ela empolga milhões de seguidores das religiões derivadas do judaísmo no mundo inteiro.

Mas é lamentável que fatos semelhantes ao narrado nesta história, estranhamente, só aconteçam na bíblia, ou melhor, na ficção.

É evidente que aquele casal não estava tentando a Deus. Ele estava realmente precisando de uma intervenção divina. Os defensores do cristianismo costumam afirmar que, na hora do aperto todos, inclusive os ateus, apelam para Deus. Sendo cristão, certamente aquele casal apelou com toda sua fé para a “ajuda divina”. Mas, como sempre, na vida real e diante de testemunhas de outras crenças, ela nunca vem - nunca mesmo.

Esse fato nos faz ver a grande incoerência que existe entre o que os cristãos acreditam e o que acontece de fato. Acredito que o simples fato de Deus repetir o feito extraordinário narrado no livro de Daniel, provavelmente resultaria no arrependimento e conversão de alguns daqueles muçulmanos ao cristianismo. E no momento que a bíblia diz, em Lucas 15:7, que “... haverá mais alegria no céu por um pecador que se arrepende do que por noventa e nove justos que não precisam arrepender-se”, eu não consigo entender o porquê de Deus deixar passar a oportunidade de fazer com que alguns daqueles muçulmanos se arrependessem.

Em vista disso, restam-nos as seguintes perguntas: Se Deus existe, será que ele contraria a bíblia e prefere que o céu seja um lugar triste? Será que Deus não se manifestou porque a crença dos muçulmanos está certa e a dos cristãos errada? Ou será que Deus não se manifestou porque simplesmente não existe?

sexta-feira, 29 de maio de 2015

EDIR MACEDO, O PROFANADOR DO ALTAR.

Quem já prestou atenção nas mãos do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, deve ter percebido que ele possui uma deficiência em ambas as mãos. Ele mesmo afirmou, em uma entrevista ao repórter Roberto Cabrini, que já nasceu com esta deficiência.

Não deveria, mas isso cria uma situação um tanto embaraçosa. De acordo com a bíblia Deus, não faz acepção de pessoas, ou seja, ele não as discrimina. Mas, curiosamente, há algumas exceções, por exemplo: anões, corcundas, cegos, pessoas que tenham narizes chatos ou que tenham deformidades nas mãos ou nos pés. Estranhamente, Deus possui uma certa repulsa por estas pessoas.

Veja o que a bíblia diz em Levíticos 21:16-20.

"Disse ainda o Senhor a Moisés: 'Diga a Arão: Pelas suas gerações, nenhum dos seus descendentes que tenha algum defeito poderá aproximar-se para trazer ofertas ao seu Deus. Nenhum homem que tenha algum defeito poderá aproximar-se (do altar): ninguém que seja cego ou aleijado, que tenha o rosto defeituoso ou o corpo deformado; ninguém que tenha o pé ou a mão defeituosos, ou que seja corcunda ou anão, ou que tenha qualquer defeito na vista, ou que esteja com feridas purulentas ou com fluxo, ou que tenha testículos defeituosos." Levítico 21:16-20.

Portanto, este texto deixa claro que Deus não quer que pessoas portadoras de deficiências físicas se aproximem do altar sagrado. Sendo assim, o bispo Edir Macedo, sendo portador de deficiência nas mãos, não poderia estar à frente dos trabalhos da igreja, não poderia ser bispo e nem ministrar sermões no altar.

Será que ele e seus seguidores não sabem disso?

domingo, 23 de fevereiro de 2014

NOVO BLOG

Gostaria de convidar você a continuar acompanhando  as postagens de tirinhas no meu novo blog.




Neste novo blog (Espaço dos sem Deus) serão publicadas as tirinhas com cunho humorístico, além de, também, alguns textos argumentativos.

Enquanto no blog atual (Encontro racional) publicaremos apenas textos, portanto, com abordagens um pouco "mais sérias" de assuntos referentes a religião.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

ALGUÉM VIU DEUS POR AÍ?

Deus já foi visto por alguém? A bíblia tem duas respostas distintas para esta pergunta.


A bíblia diz que não.

João insiste em dizer que ninguém viu.

"Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito que está no seio do Pai, esse o revelou." João 1.18

"Ninguém jamais viu a Deus; se nos amarmos uns aos outros, Deus permanece em nós, e o seu amor é em nós perfeito." 1 João 4.12

"Ninguém viu o Pai (Deus), a não ser aquele que vem de Deus; somente ele viu ao Pai." João 6.46

Timóteo também diz que não.

"Deus fará se cumprir no seu devido tempo. Ele é o bendito e único Soberano, o Rei dos reis e Senhor dos senhores, o único que é imortal e habita em luz inacessível, a quem ninguém viu nem pode ver." 1 Timóteo 6.15,16


A bíblia diz que sim.

De acordo com a bíblia, um montão de gente o viu.

“Moisés, Arão, Nadabe, Abiú e setenta autoridades de Israel subiram e viram o Deus de Israel, sob cujos pés havia algo semelhante a um pavimento de safira, como o céu em seu esplendor.” Êxodo 24.9,10

"O Senhor falava com Moisés face a face, como quem fala com seu amigo. Êxodo 33:11

Jacó também o viu.

"Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada". Gênesis 32.30,31

Abraão não só o viu, mas também comeu um churrasco com ele.

"O Senhor apareceu a Abraão perto dos carvalhos de Manre, quando ele estava sentado à entrada de sua tenda, na hora mais quente do dia." Gênesis 18.1

"Abraão foi apressadamente à tenda e disse a Sara: 'Depressa, pegue três medidas da melhor farinha, amasse-a e faça uns pães'. Depois correu ao rebanho e escolheu o melhor novilho, e o deu a um servo, que se apressou em prepará-lo. Trouxe então coalhada, leite e o novilho que havia sido preparado, e os serviu. Enquanto comiam, ele ficou perto deles em pé, debaixo da árvore.Gênesis 18.6-8

Portanto,os seguidores da bíblia devem pensar dez vezes, antes de afirmar que ela não se contradiz.

domingo, 15 de setembro de 2013

AS CRUELDADES DO DEUS DA BÍBLIA.

O Deus que muitos não conhecem.



Muitas vezes somos abordados por algumas pessoas que querem nos mostrar o plano de Deus para a nossa vida, falar do amor e do cuidado com que ele preparou o nosso futuro. O mais incrível nesta história é que estas pessoas citam incansavelmente versos bíblicos para endossar suas afirmações. Podemos nos perguntar se estas pessoas realmente estão falando do mesmo deus que está descrito nas passagens bíblicas que se seguem, mas, acredite, é do mesmo deus que elas falam!

ÊXODO 21:20-21 -  Com a aprovação divina, um escravo pode ser surrado até a morte sem punição para o seu dono, desde que o escravo não morra imediatamente.

LEVÍTICO 26:29; DEUTERONOMIO 28:53; JEREMIAS 19:9; EZEQUIEL 5:8-10 Como punição, o Senhor fará com que as pessoas comam a carne de seus próprios filhos, filhas, pais e amigos.

NÚMEROS 15:32-36  - Um homem que no Sábado estava pegando gravetos de lenha para uma simples fogueira é apedrejado até a morte segundo a ordem de Deus.

NÚMEROS 16:49 -  Uma praga divina mata 14.700 pessoas.

NÚMEROS 25:9 -  Mais outra praga divina mata 24.000 pessoas.

NÚMEROS 21:35 -  Com o apoio divino os Israelitas matam Ogue, seus filhos e todo o seu povo até não haver sequer um sobrevivente.

NÚMEROS 25:4 -  Disse Deus a Moisés: Toma todos os cabeças do povo e enforca-os ao Senhor diante do Sol, e o ardor da ira do Senhor se retirará de Israel.

DEUTERONÔMIO 20:16 -  “Das cidades destas nações, que o Senhor teu Deus te dá em herança, nenhuma coisa que tem fôlego deixarás com vida”.

JOSUÉ 6:21-27 -  Com aprovação divina, Josué passa ao fio da espada todos os homens, mulheres e crianças da cidade de Jericó.

JOSUÉ 8:22-25 -  Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Ai, matando 12.000 homens e mulheres, sem que nenhum escapasse.

JOSUÉ 10:10-27 -  Com aprovação divina, Josué destrói todo os Gibeonitas.

JOSUÉ 10:28 Com aprovação divina, Josué destrói todo o povo de Maqueda.

JOSUÉ 10:40 -  Assim feriu Josué toda aquela terra, as montanhas, o sul, e as campinas, e as descidas das águas, e a todos os seus reis. Nada deixou de resto; mas tudo o que tinha fôlego destruiu, como ordenara o Senhor Deus de Israel.

JOSUÉ 11:6 -  O senhor ordena a mutilação (corte dos tendões das pernas) de cavalos.

PROVÉRBIOS 137:9 -  Feliz o homem que arrebentar os seus filhinhos de encontro às rochas.

ISAIAS 14:21-22 -  Preparai a matança para os filhos por causa da maldade de seus pais.

EZEQUIEL 9:4-6 -  Ordem do Senhor: “sem compaixão… matai velhos, mancebos, e virgens, e meninos, e mulheres, até exterminá-los….”

EZEQUIEL 21:3-4 -  O Senhor diz que exterminará tanto o justo quanto o ímpio, ferindo-lhes a carne com sua espada.

MATEUS 2:13-16 -  Com a omissão de Deus, Herodes determinou que todas as crianças de dois anos para baixo fossem sumariamente executadas.



CONCLUSÃO


Será que podemos confiar em um deus que agiu como descrito nestas passagens bíblicas? É neste Deus que você deposita todas as suas expectativas?


Muitos poderão dizer que estes textos estão fora do seu contexto, o que não é verdade, mas este é apenas um recurso desesperado daqueles que acreditam cegamente nesse Deus, independentemente das provas contrárias à sua existência.

Fazer o que é correto e o que é bom é a única verdade que nos conduzirá a um futuro melhor e certo. A busca pelo que é direito deve ser o nosso objetivo. Acreditar em nossa capacidade de fazer o bem deve ser a nossa meta de vida.

Pense nisso!